Ter um site não significa necessariamente ter um bom site.
Ele pode ser bonito, possuir animações, imagens profissionais e uma identidade visual impecável e, ainda assim, dificultar o contato, carregar lentamente ou simplesmente não deixar claro o que a empresa oferece.
O problema é que muitos desses erros passam despercebidos para quem vê o próprio site todos os dias.
Você já conhece sua empresa.
Já sabe quais serviços oferece.
Já sabe onde clicar.
Já conhece sua proposta.
Seu potencial cliente não.
Por isso, criamos um checklist simples com 8 pontos para você analisar seu site como se estivesse entrando nele pela primeira vez.
Pegue seu celular, abra seu site e marque quantos itens ele consegue cumprir.
No final, vamos descobrir sua pontuação.
1. A primeira seção explica claramente o que sua empresa faz?
Abra a página inicial do seu site e olhe apenas para a primeira tela.
Sem rolar a página.
Uma pessoa que nunca ouviu falar da sua empresa consegue entender rapidamente:
- o que você oferece;
- para quem;
- qual problema resolve;
- qual é o próximo passo?
Se a resposta for não, existe um problema.
Frases genéricas são muito comuns em sites.
Por exemplo:
Transformando ideias em experiências extraordinárias.
Pode parecer sofisticado.
Mas qual é o serviço?
Agora compare com:
Criamos sites profissionais para empresas que querem ser encontradas no Google e conquistar novos clientes.
Não existe muito mistério.
A pessoa entende imediatamente o que aquela empresa oferece.
Isso não significa que toda headline precisa seguir exatamente essa estrutura. O princípio é outro: clareza precisa vir antes da criatividade.
Seu visitante não deveria precisar investigar seu site para descobrir o que você vende.
Confira:
☐ Consigo entender rapidamente o que a empresa oferece.
Se marcou, você ganhou 1 ponto.
2. Seu site funciona bem no celular?
Abra seu site no celular agora.
Não basta a página simplesmente “caber” na tela.
Teste de verdade.
Observe:
- tamanho dos textos;
- espaçamentos;
- botões;
- menu;
- imagens;
- formulários;
- velocidade;
- elementos clicáveis.
Existe texto pequeno demais?
Algum botão é difícil de tocar?
Elementos ficam cortados?
O menu funciona corretamente?
Alguma seção que fica bonita no computador vira uma bagunça no celular?
Um site precisa ser pensado para diferentes tamanhos de tela.
E existe um erro especialmente perigoso: desenvolver tudo olhando apenas para um monitor grande e verificar o celular somente quando o projeto já está praticamente terminado.
Responsividade não deveria ser um remendo no final.
Ela faz parte da experiência.
Confira:
☐ Meu site funciona corretamente e possui boa experiência no celular.
Se marcou, mais 1 ponto.
3. Existe um caminho claro para entrar em contato?
Imagine que eu acabei de entrar no seu site.
Gostei da empresa.
Quero conversar.
O que faço agora?
Essa resposta precisa ser óbvia.
Dependendo do negócio, a ação principal pode ser:
- solicitar orçamento;
- entrar em contato;
- falar pelo WhatsApp;
- agendar;
- comprar;
- preencher um formulário.
O problema aparece quando existem quinze possibilidades competindo pela atenção ou, no extremo oposto, quando o visitante precisa procurar onde está o contato.
Uma boa chamada para ação precisa aparecer nos momentos adequados da página.
Não significa colocar um botão piscando depois de cada parágrafo.
Significa facilitar o próximo passo.
Esse é um dos elementos que abordamos quando explicamos o que faz um site vender: o visitante precisa entender não apenas sua oferta, mas também o que fazer depois.
Confira:
☐ Existe uma ação principal clara e é fácil entrar em contato.
Mais 1 ponto.
4. Seus produtos ou serviços estão bem explicados?
Existe uma diferença enorme entre listar um serviço e apresentá-lo.
Imagine uma empresa colocando:
Nossos serviços:
Consultoria
Gestão
Planejamento
Assessoria
Para quem já conhece a empresa, talvez faça sentido.
Para um potencial cliente, pode não explicar praticamente nada.
Uma boa página precisa responder perguntas como:
O que é esse serviço?
Para quem ele é indicado?
Qual problema ajuda a resolver?
Como funciona?
O que diferencia sua solução?
Quais são as principais dúvidas antes da contratação?
Você não precisa transformar cada serviço em um livro.
Mas também não pode presumir que o visitante entende sua empresa tão bem quanto você.
Dependendo do projeto e da importância daquele serviço para SEO, pode fazer sentido inclusive criar páginas individuais.
Uma página específica permite explicar melhor a solução e trabalhar pesquisas mais direcionadas no Google.
Confira:
☐ Meus principais produtos ou serviços estão explicados de maneira clara.
Mais 1 ponto.
5. Seu site transmite confiança?
Imagine que você encontrou duas empresas oferecendo exatamente o serviço que procura.
A primeira possui um site organizado, informações claras, identidade consistente e apresenta quem está por trás do negócio.
A segunda possui informações desatualizadas, imagens ruins, erros de português e praticamente nenhuma informação sobre a empresa.
Mesmo antes de conversar com alguém, você provavelmente já começou a formar uma opinião.
Seu cliente também faz isso.
Confiança pode ser construída através de diferentes elementos, dependendo do negócio:
- apresentação da empresa;
- equipe;
- projetos realizados;
- avaliações;
- cases;
- clientes atendidos;
- certificações verdadeiras;
- endereço e informações de contato;
- políticas e informações institucionais;
- identidade visual consistente.
Mas existe um detalhe importante.
Não adianta adicionar vinte selos genéricos de “empresa confiável” que ninguém sabe de onde vieram.
Confiança precisa parecer real porque precisa SER real.
Confira:
☐ Meu site apresenta elementos reais que ajudam o visitante a confiar na empresa.
Mais 1 ponto.
6. O Google consegue encontrar e entender suas páginas?
Agora saímos do design e entramos em uma parte que o visitante normalmente não vê.
Seu site pode ser excelente e ainda possuir problemas de indexação.
Se o Google não consegue encontrar determinadas páginas, elas terão dificuldade para aparecer nas pesquisas.
Existem diversos fatores envolvidos, como:
- indexação;
- sitemap;
- links internos;
- estrutura das páginas;
- títulos;
- conteúdo;
- rastreamento;
- configurações técnicas.
Você pode começar fazendo um teste simples.
Pesquise no Google:
site:seudominio.com.br
Isso permite verificar algumas das páginas que o Google conhece daquele domínio.
Não é uma auditoria completa, mas pode revelar rapidamente situações estranhas.
Para uma análise mais adequada, ferramentas como o Google Search Console permitem verificar indexação e desempenho das páginas.
Se quiser aprofundar essa etapa, veja como fazer o Google encontrar o seu site.
Também vale entender os principais motivos que podem explicar por que seu site não aparece no Google.
Confira:
☐ Minhas principais páginas podem ser encontradas e indexadas pelo Google.
Mais 1 ponto.
7. Seu site carrega rápido?
Clique em uma página.
Quanto tempo você precisa esperar?
Agora faça o mesmo utilizando a internet móvel.
Imagens enormes, vídeos pesados, plugins desnecessários, scripts e códigos mal otimizados podem prejudicar o carregamento.
E não olhe apenas para uma pontuação isolada.
A velocidade precisa ser analisada dentro da experiência real.
O Google possui métricas conhecidas como Core Web Vitals que ajudam a avaliar aspectos da experiência de carregamento e interação.
Uma ferramenta bastante útil para iniciar essa análise é o PageSpeed Insights.
Mas existe outro ponto importante: não destrua a experiência do site apenas para perseguir uma nota 100.
O objetivo não é ter o maior número possível em uma ferramenta.
É oferecer uma experiência rápida e estável para pessoas reais.
Confira:
☐ Meu site carrega rapidamente e não apresenta problemas graves de desempenho.
Mais 1 ponto.
8. Você acompanha o que acontece dentro do site?
Chegamos ao último item.
E esse é frequentemente ignorado.
Quantas pessoas visitaram seu site no último mês?
De onde elas vieram?
Google?
Instagram?
Anúncios?
Quais páginas receberam mais visitas?
Quais pesquisas trouxeram pessoas através do Google?
Quantas entraram em contato?
Se você não acompanha nada disso, fica muito mais difícil saber se o site está funcionando.
Ferramentas como Google Analytics e Google Search Console podem ajudar a entender diferentes partes dessa jornada.
Por exemplo, o Search Console pode mostrar:
- impressões;
- cliques;
- consultas;
- páginas;
- países;
- dispositivos.
Isso transforma decisões baseadas em opinião em decisões apoiadas por dados.
Imagine descobrir que um artigo publicado há seis meses recebe mais visitas do Google do que sua página inicial.
Essa informação pode mudar completamente sua estratégia de conteúdo.
Ou perceber que determinada página recebe centenas de acessos e praticamente nenhum contato.
Talvez exista um problema de conversão.
Sem dados, você provavelmente nunca descobriria.
Confira:
☐ Acompanho regularmente as principais métricas do meu site.
Último ponto.
Qual foi a pontuação do seu site?
Agora conte quantos itens você marcou.
7 ou 8 pontos
Seu site possui uma boa base.
Isso não significa que não exista espaço para melhorar.
O próximo passo é aprofundar a análise de SEO, comportamento dos visitantes, conversão e desempenho de páginas específicas.
Pequenas melhorias podem gerar resultados interessantes quando a estrutura principal já funciona.
5 ou 6 pontos
Seu site possui uma estrutura razoável, mas existem alguns gargalos que merecem atenção.
Identifique os itens que não foram marcados e priorize aqueles que possuem maior impacto na jornada do visitante.
Não tente corrigir tudo aleatoriamente.
3 ou 4 pontos
Aqui já vale realizar uma análise mais profunda.
Existem problemas suficientes para prejudicar a experiência, a descoberta pelo Google ou a geração de oportunidades.
Antes de investir mais dinheiro levando pessoas para o site, pode fazer sentido corrigir a estrutura que receberá esse tráfego.
0 a 2 pontos
Talvez pequenos ajustes não sejam mais a melhor solução.
Se problemas aparecem em praticamente todas as áreas — estrutura, mobile, comunicação, conversão, SEO, desempenho e mensuração — pode ser mais eficiente repensar o projeto como um todo.
Continuar colocando remendos pode acabar custando tempo sem resolver o problema principal.
Um site bonito pode tirar uma nota baixa?
Com certeza.
Esse é justamente um dos pontos mais importantes deste checklist.
Design é uma parte do site.
Não o site inteiro.
Imagine uma página visualmente impecável que:
- demora para carregar;
- não aparece no Google;
- possui textos confusos;
- não explica os serviços;
- dificulta o contato;
- não possui mensuração.
Ela pode ganhar um prêmio de design.
Mas isso não significa necessariamente que esteja cumprindo bem sua função comercial.
Da mesma forma, um site não deveria utilizar esse argumento como desculpa para possuir um design ruim.
O objetivo é combinar as duas coisas.
Boa experiência visual e boa estrutura.
Não analise apenas a página inicial
Outro erro comum é avaliar o site inteiro olhando somente para a home.
Se você possui páginas de serviços, artigos, landing pages ou outras páginas importantes, aplique parte deste checklist nelas também.
Imagine um artigo recebendo 2 mil visitantes por mês através do Google.
Ele é uma porta de entrada para sua empresa.
O que acontece depois que alguém termina de ler?
Existe um próximo passo?
A pessoa consegue descobrir quem produziu aquele conteúdo?
Existem links para páginas relacionadas?
Ela consegue conhecer seus serviços?
Cada página importante precisa possuir uma função dentro da jornada.
Seu site precisa evoluir com os dados
Um site não deveria ser tratado como algo que você publica e esquece durante cinco anos.
Depois de colocá-lo no ar, começam a surgir informações que você não possuía durante o desenvolvimento.
Você descobre:
quais páginas recebem mais acessos;
quais pesquisas trazem visitantes;
quais conteúdos funcionam;
onde as pessoas entram;
quais páginas geram contatos.
Esses dados permitem melhorar o projeto continuamente.
Uma headline pode ser alterada.
Uma página pode receber mais informações.
Um CTA pode mudar.
Um conteúdo pode ser atualizado.
Novos links internos podem ser criados.
É assim que um site começa a se tornar um ativo digital em vez de apenas uma apresentação estática.
O checklist completo
Antes de sair, confira novamente:
☐ A primeira seção deixa claro o que minha empresa faz.
☐ O site funciona bem no celular.
☐ Existe um caminho claro para contato ou conversão.
☐ Meus produtos ou serviços estão bem explicados.
☐ Existem elementos reais de confiança.
☐ O Google consegue encontrar minhas principais páginas.
☐ O site possui bom desempenho.
☐ Eu acompanho as métricas do site.
Sua pontuação: ___ / 8
Conclusão
Um bom site não é definido por apenas um elemento.
Design importa.
Velocidade importa.
SEO importa.
Conteúdo importa.
Conversão importa.
Mensuração importa.
O resultado surge quando essas partes trabalham juntas.
Por isso, se seu site ficou abaixo de 5 pontos neste checklist, talvez o próximo investimento não devesse ser simplesmente aumentar o orçamento de anúncios ou produzir mais conteúdo.
Primeiro, descubra onde a estrutura está perdendo oportunidades.
Porque levar mais pessoas para um site com problemas não resolve o problema.
Só faz mais pessoas encontrarem esses problemas.
E se o resultado do checklist mostrou que várias áreas precisam ser revistas, talvez seja o momento de avaliar não apenas como deixar seu site mais bonito, mas como transformá-lo em uma ferramenta realmente útil para sua empresa.