Ter um e-commerce parece uma evolução natural para qualquer empresa que vende produtos.
Mas eu não acho que seja tão simples assim.
Nem todo negócio precisa começar com uma loja virtual.
Em alguns casos, vender pelo WhatsApp, Instagram ou até mesmo por marketplaces já consegue atender muito bem.
Agora, em outros cenários, continuar dependendo apenas desses canais começa a limitar a operação.
E é aí que um e-commerce começa a fazer bastante sentido.
Vale a pena quando você já vende pela internet
Imagine uma empresa que recebe pedidos todos os dias pelo Instagram e WhatsApp.
O cliente pergunta quais produtos estão disponíveis.
Você manda fotos.
Depois informa os preços.
Confere tamanho ou variação.
Calcula o frete.
Manda a chave Pix.
Espera o pagamento.
E só depois registra o pedido.
Quando existem poucas vendas, esse processo pode funcionar.
Mas conforme a quantidade de pedidos aumenta, boa parte do seu tempo começa a ser gasto fazendo manualmente tarefas que um e-commerce poderia automatizar.
Vale a pena quando o cliente precisa conseguir comprar sozinho
Uma das maiores vantagens de uma loja virtual é não depender de alguém disponível para concluir cada venda.
O cliente consegue entrar no site.
Ver os produtos.
Escolher uma opção.
Adicionar ao carrinho.
Calcular a entrega.
Pagar.
E finalizar o pedido.
Tudo isso pode acontecer sem precisar iniciar uma conversa com sua equipe.
Isso é muito interessante para empresas que vendem produtos relativamente simples de entender e comprar.
Vale a pena quando você tem vários produtos
Imagine tentar apresentar 100 produtos diferentes através do WhatsApp.
Ou manter todos eles organizados apenas no feed do Instagram.
Fica difícil para o cliente encontrar exatamente aquilo que procura.
No e-commerce, você consegue organizar produtos por categorias, coleções, tamanhos, cores, preços e outras características.
O cliente deixa de depender de alguém mostrando as opções e passa a explorar o catálogo sozinho.
Quanto maior a variedade de produtos, mais útil essa organização tende a ser.
Vale a pena quando você quer vender além da sua região
Uma loja física normalmente possui um limite geográfico muito claro.
A maioria dos clientes está próxima.
Com um e-commerce, sua operação pode começar a alcançar pessoas de outras cidades e até outros estados, dependendo da estrutura de entrega do negócio.
Isso não significa que simplesmente publicar uma loja vai fazer pessoas do Brasil inteiro começarem a comprar.
Mas você passa a ter uma estrutura preparada para receber essas vendas quando seu marketing alcançar essas pessoas.
Vale a pena quando você investe em anúncios
Se você já investe em tráfego pago para vender produtos, uma loja virtual pode melhorar bastante o caminho entre anúncio e compra.
Imagine um anúncio mostrando um determinado produto.
A pessoa clica e vai diretamente para a página daquele item.
Ali ela vê fotos, informações, preço, opções de pagamento e entrega.
Depois consegue comprar.
O caminho entre descobrir o produto e concluir a compra fica muito mais direto.
Vale a pena quando vender manualmente começa a dar trabalho demais
Esse talvez seja um dos sinais mais claros.
Se você passa boa parte do dia respondendo:
- “Qual o preço?”
- “Tem no tamanho M?”
- “Tem dessa cor?”
- “Quanto fica o frete?”
- “Aceita cartão?”
- “Como faço para comprar?”
existe uma quantidade enorme de informação sendo repetida manualmente.
Um e-commerce consegue deixar boa parte disso disponível antes mesmo do contato.
Você reduz trabalho operacional e deixa sua equipe livre para resolver aquilo que realmente precisa de atendimento humano.
Vale a pena quando você quer ter um canal próprio de vendas
Marketplaces podem ser excelentes para vender.
Instagram também.
WhatsApp também.
Mas todos esses canais pertencem a outras empresas.
No e-commerce próprio, você passa a ter um espaço construído em torno da sua marca.
Você escolhe como os produtos serão apresentados, como as categorias serão organizadas, quais ofertas aparecem e como será a experiência de compra.
Você deixa de ser apenas mais um vendedor dentro de uma plataforma e passa a construir seu próprio canal de vendas.
E quando um e-commerce ainda não faz sentido?
Se você está começando agora, possui pouquíssimos produtos e ainda realiza poucas vendas, talvez não seja necessário montar uma estrutura completa imediatamente.
Também existem negócios em que a venda depende muito de conversa, orçamento personalizado ou análise antes da contratação.
Nesses casos, outra estrutura pode funcionar melhor.
Uma empresa que vende um serviço personalizado, por exemplo, provavelmente precisa mais de uma página apresentando o serviço e levando a pessoa para o contato do que de carrinho e checkout.
A estrutura precisa acompanhar a forma como o cliente realmente compra de você.
O e-commerce precisa resolver um problema
Eu não criaria uma loja virtual apenas porque “toda empresa precisa vender online”.
Eu criaria quando ela resolve alguma dificuldade real da operação.
Quando existem muitos produtos.
Quando os pedidos estão aumentando.
Quando vender manualmente começa a consumir tempo demais.
Quando você quer investir em anúncios.
Quando pretende alcançar novas regiões.
Ou quando quer construir um canal próprio de vendas.
Nesses cenários, o e-commerce deixa de ser apenas um site bonito e começa a fazer parte da operação da empresa.
Afinal, quando vale a pena ter um e-commerce?
Eu consideraria principalmente quando sua empresa:
- já vende produtos pela internet;
- possui uma variedade maior de produtos;
- recebe muitos pedidos manualmente;
- quer permitir que o cliente compre sozinho;
- investe ou pretende investir em tráfego pago;
- quer vender para outras regiões;
- pretende ter um canal próprio de vendas.
Se vários desses pontos já fazem parte da realidade do seu negócio, provavelmente chegou o momento de considerar uma estrutura de e-commerce.
Porque, nesse ponto, a loja virtual não serve apenas para mostrar seus produtos.
Ela começa a organizar e facilitar o processo inteiro de venda.
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